O tempo de sobreaviso é aquele durante o qual o empregado permanece aguardando a qualquer momento um chamado para o serviço. Cada escala de sobreaviso é de no máximo vinte e quatro horas, sendo estas contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário-hora normal.

É importante ressaltar que o uso de instrumentos telemáticos (ex. aparelho celular) ou informatizados fornecidos pelo empregador, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, mas sim quando o empregado que, à distância e submetido ao controle patronal por tais instrumentos, permanece em regime de plantão ou equivalente, na expectativa de convocação para o trabalho durante período de descanso.

Como exemplos de contagem de tempo de sobreaviso temos: Uma médica que, seja qual for a hora, pode ser chamada para atender a uma emergência hospitalar; um enfermeiro nessas mesmas condições; ou um eletricista que também a qualquer instante é invocado para reparar linhas elétricas;

Já o tempo de prontidão pode ser definido como aquele durante o qual o empregado fica nas dependências do empregador aguardando ordens, cuja escala é de no máximo doze horas, estas contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora normal.

As doze horas acima mencionadas podem ser contínuas quando no estabelecimento ou dependência em que estiver o empregado houver facilidade de alimentação. Caso contrário, depois da sexta hora de prontidão, conceder-se-á um intervalo de uma hora para cada refeição – que não é computada como de serviço.

Acrescente-se que no tempo de prontidão foi criada a noção intermediária entre aquele laborado ou à disposição, e o tempo extracontratual: O empregado tem sua liberdade pessoal significativamente reduzida, afinal, encontra-se nas dependências do empregador – fora de sua residência, todavia, não está efetivamente trabalhando.

A título de exemplos de tempo de prontidão podemos citar: Um trabalhador contratado como servente que pernoita na obra para cuidar do local; o período de espera de um motorista carreteiro enquanto sua carga é carregada ou descarregada na transportadora ante a próxima viagem; ou um operador de maquinário agrícola que na sede da fazenda aguarda a retomada de uma colheita suspensa devido à chuva.